quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Kátia Abreu joga vinho na cara de Serra: ‘Você nunca será presidente’

Jornal do Brasil – Convidados para um jantar na casa do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) nesta quarta-feira (9), a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, e o senador José Serra (PSDB-SP) protagonizaram uma cena à altura das discussões do Conselho de Ética que vêm ganhando o noticiário.

De acordo com a coluna de Mônica Bergamo, da “Folha de S.Paulo”, Serra se aproximou da ministra enquanto ela conversava com outros senadores e afirmou: “Kátia, dizem por aí que você é muito namoradeira”.

Em conversa com a coluna, a ministra confirmou o fato: “Eu fiz o que qualquer mulher honrada faria. Respondi à altura de quem preza a sua honra”, afirma ela, acrescentando que Serra “simplesmente chegou numa roda em que não tinha sido chamado, sem mais nem menos”.

Ministra alega que senador tucano fez comentário fez comentário deselegante diante de parlamentares

Outros senadores tentaram consertar a gafe do tucano, mas Kátia não aceitou a ofensa e disparou: “Você é um homem deselegante, descortês, arrogante, prepotente. É por isso que você nunca chegará à Presidência da República. E, de mais a mais, nunca traí ninguém na minha vida”.

À coluna, a ministra contou que jogou o vinho na cara de Serra e disse: “Nunca lhe dei esse direito nem essa ousadia. Por favor, saia dessa roda, saia daqui imediatamente”.

Serra, então, se afastou. Kátia Abreu disse que o ocorrido não tem nenhuma relação com divergências políticas. Ela é muito próxima da presidente Dilma Rousseff, enquanto Serra é um grande entusiasta do impeachment.

Bolinha de papel

Apesar de a ministra garantir que não se trata de divergência política, essa não é a primeira vez que José Serra é alvo de correntes políticas contrárias. Em 2010, durante uma agenda de campanha em Campo Grande, na zona oeste do Rio, o senador o tucano chegou a ser conduzido rapidamente a um hospital para se submeter a uma tomografia da cabeça depois de ser atingido por uma bolinha de papel.

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