A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou
nesta quinta-feira, 7, que poderá pedir a anulação do processo penal contra o
ex-presidente relacionada à suposta doação de terreno para o Instituto Lula por
cerceamento da defesa pelo juiz federal Sérgio Moro.
O argumento principal do
advogado Cristiano Zanin Martins, que defende Lula, é a recusa de Moro de
autorizar o depoimento do advogado Rodrigo Tacla Duran como testemunha na ação.
“Tacla Duran fez referências
específicas em seu depoimento na CPI sobre supostas adulterações de documentos
que estão relacionados ao incidente de falsidade proposto pela defesa de Lula,
dentre outros temas. Por isso, seu depoimento se mostra relevante para
contextualizar a forma como os documentos questionados pela defesa do
ex-Presidente foram produzidos e levados ao processo”, argumenta Zanin em nota.
“Além do cerceamento de defesa, a decisão mostra
que Lula não está tendo o mesmo tratamento dado à acusação, para a qual foram
deferidas as oitivas das testemunhas arroladas também no âmbito de incidente de
falsidade. É mais um ato que contamina o processo de nulidade insanável”,
acrescenta o advogado