sábado, 11 de março de 2017

“Reforma trabalhista de Rogério agrava a crise”

retrocesso
A senadora Fátima Bezerra (PT) acredita que o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo Federal na reforma trabalhista irá acentuar, em vez de reduzir, a crise econômica no país. Os projetos estão sendo debatidos em comissão especial na Câmara dos Deputados, sob a relatoria do potiguar Rogério Marinho (PSDB) – que é o relator da reforma na Casa.

Fátima não concorda com Marinho, para quem a nova legislação vai contribuir para o país sair do atual momento de dificuldades. “A economia quer previsibilidade e regras claras, quer desburocratização, segurança jurídica. Vai consolidar um ambiente negocial propício”, segundo o congressista. A senadora discorda. “As medidas que vêm sendo adotadas agravam ainda mais a crise, pois não fortalecem o mercado interno e não impulsionam a geração de empregos”, argumentou a parlamentar em declaração à equipe do Agora Jornal. De acordo com a petista, o objetivo do governo Michel Temer “é retirar direitos dos trabalhadores e da população mais pobre para preservar os privilégios dos mais ricos”.

Em entrevistas recentes, Rogério tem afirmado que a legislação trabalhista é ultrapassada e precisa ser modernizada. “Ultrapassado é o discurso do governo. A reforma trabalhista é uma exigência do empresariado para reduzir o custo da mão de obra e ampliar lucros”, contrapôs Fátima. De acordo com ela, os projetos que estão sendo discutidos não representam modernização, e sim “exploração abusiva dos trabalhadores”.

Sobre a escolha do deputado tucano para ser relator das propostas na Câmara, Fátima assinalada que “o PSDB tem uma longa trajetória de ataque aos direitos dos trabalhadores”. “Dizer que a reforma trabalhista vai gerar mais empregos é desrespeitar a inteligência dos sindicatos e centrais sindicais”, argumenta.

Com relação ao pacote de medidas já adotadas pela gestão Temer na área econômica, a petista considera difícil especificar a mais repudiante. No entanto, aponta a aprovação da PEC 55 “um retrocesso sem precedentes”. “Ela congela os gastos públicos por 20 anos e anula pelo mesmo período o piso constitucional dos recursos da educação e da saúde e busca destruir o Estado Social em benefício do capital financeiro”, destaca.

Em relação ao tratamento das mesmas medidas no Senado, Fátima avalia a perspectiva como “desfavorável para os trabalhadores”. “A única forma de barrar tamanho retrocesso será com muita mobilização social”, conclui.

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