A participação do ministro da Economia, Paulo
Guedes, no processo de “fritura” de Joaquim Levy antes do pedido de
demissão da presidência do BNDES deixou o Congresso com a impressão de que a
equipe econômica continua participando da “usina de crises”. O presidente da
Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ao Estado que ficou
“perplexo” pela forma como o ministro tratou o subordinado. Para ele, o
ex-ministro era um quadro de qualidade que tinha a acrescentar para garantir as
reformas que o País precisa neste momento.
O presidente da Comissão
Especial da Reforma da Previdência, deputado Marcelo Ramos (PR-AM),
também criticou a demissão. “O presidente Bolsonaro não entendeu que alguns
quadros são suprapartidários. Eles não contribuem com um ou outro governo. Contribuem
com o País”, disse. “É uma pena. No fim das contas, quem perde é o Brasil.”