![]() |
A força-tarefa liderada pelo ex-juiz Sérgio Moro (atual ministro da Justiça) e o procurador Deltan Dallagnol é acusada de ter grampeado telefones de advogados e de produzir relatórios a partir de 14 horas de conversas gravadas ilegalmente.
Segundo a Folha, a acusação de violações das prerrogativas dos advogados enseja o pedido no STF para anular a condenação do ex-presidente Lula no caso tríplex.
O artigo 7º do Estatuto da Advocacia é claro: “a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho, bem como de seus instrumentos de trabalho, de sua correspondência escrita, eletrônica, telefônica e telemática, desde que relativas ao exercício da advocacia.”
O escritório Teixeira Martins & Advogados, que defende Lula, de acordo com o advogado Cristiano Zanin, tem sido alvo de escutas ilegais desde a época que Sérgio Moro comandava a Lava Jato.
Em 2016, por exemplo, Lula e a então presidenta Dilma Rousseff igualmente foram alvos de grampos ilegais da Lava Jato. As escutas receberam repreensão do então ministro do STF Teori Zavascki, morto em janeiro de 2017.
Lula é mantido preso político há 1 ano e dois meses na Polícia Federal do Paraná, em Curitiba. Ele cumpre pena antecipada após condenação em segunda instância, mesmo sem provas.
