sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Açudes do RN chegam secos ao fim de ano; Gargalheira tem 0,03% de água

Do Novo Jornal
Por Igor Jácome 

Os cinco principais reservatórios de água administrados pelo Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs) no Rio Grande do Norte encontram-se em situação crítica ou completamente secos neste fim de 2015. Dados levantados na última terça-feira (22), divulgados pelo setor de monitoramento da instituição, registram que a barragem Armando Ribeiro Gonçalves – maior reservatório do estado, responsável pelo abastecimento de muitos municípios do norte e oeste potiguares – conta com 20,8% de sua capacidade de armazenamento, que é de 2,4 bilhões de m³. O reservatório chegou ao fim do ano com apenas 499,5 milhões de m³.

Situações mais graves são encontradas em outros quatro açudes potiguares, que estão praticamente secos. O Itans, por exemplo, que tem capacidade para 81.750.000m³, conta atualmente com apenas com 885.000m³, ou 1,08% de capacidade; O de Sabugi (65.335.000m³), conta com atuais 3.217.000m³, que representam pouco menos de 5% do potencial de uso do equipamento.

Os açudes Gargalheira e o de Pau dos Ferros têm apenas 0,03% de suas respectivas capacidades de armazenamento. O de Pau dos Ferros, que é um pouco maior (55.881.000m³), passará o Natal e o Ano Novo com cerca de 17.000m³. O Gargalheira (44.421.000m³), com apenas 13.000m³.

“De acordo com previsões do INPE e do INMET, para o período de janeiro a março de 2016, a região Nordeste terá maior probabilidade de chuva na categoria abaixo da faixa normal climatológica, com variações entre 25 a 40 por cento da média chuvosa. Esses dados são preocupantes tendo em vista a situação atual em que se encontram os reservatórios nordestinos”, informou o Dnocs.

Na última quarta-feira (23), o governador Robison Faria afirmou que já pediu ao governo federal recursos para atendimento emergencial da população potiguar, que enfrenta os efeitos da estiagem prestes a entrar no seu quinto ano. Até o momento, entretanto, o RN só teria recebido cerca de R$ 4 milhões, o que seria insuficiente. O governo solicitou audiência com a presidente da República, Dilma Rousseff para tentar sensibilizá-la a respeito da urgência dos repasses.

Mais de 120, dos 167 municípios potiguares estão em situação de emergência. Somente para o abastecimento de duas cidades do Seridó (entre elas, Currais Novos) o estado gasta mensalmente R$ 50 milhões. “Esse dinheiro que estamos pedindo não é nem para obras de combate à seca. É um recurso urgente para atendimento emergencial da população, para não deixar as pessoas morrerem de sede”, disse o governador. 

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